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A valorização do Dólar Ptax venda no segundo trimestre de 2018 até o dia 18 de maio é de 12,8%.
Na análise não consideramos nenhum tipo de cobertura cambial, como por exemplo, hedge cambial ou hedge natural da empresa. Na pratica as empresas possuem este tipo de cobertura que minimiza o impacto das oscilações da moeda estrangeira.
Se considerarmos que 100% da dívida em moeda estrangeira das empresas foram contraídas em dólares (a dívida estrangeira pode ser contraída em outras moedas, não necessariamente em dólares) a valorização da moeda norte americana impactaria no resultado das empresas devido à despesa financeira oriunda da valorização.
O levantamento considera somente as empresas que possuem alguma parcela da sua dívida em moeda estrangeira, seja de curto ou de longo prazo.
Para o levantamento foram consideradas somente empresas que informaram a dívida em moeda estrangeira de curto e longo prazo dentro do plano padrão de contas definido pela autarquia (ITR- Informe trimestral). 71 empresas não divulgam a informação da dívida em moeda estrangeira no plano padrão de contas, por isso não fazem parte da amostra. Entre as empresas que ficaram de fora temos a Petrobras, Vale, CSN, Klabin, Gerdau.
Da amostra total de 284 empresas não financeiras, 213 informam o valor da dívida em moeda estrangeira no plano padrão de contas da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), 71 empresas não publicam esta informação.
Das 213 empresas que publicam a dívida em moeda estrangeira, somente 85 têm algum valor de dívida em moeda estrangeira. O levantamento abaixo é efetuado somente com essas 85 empresas que efetivamente têm endividamento em moeda estrangeira divulgado nas ITR’s.
As 85 empresas de capital aberto com dívida em moeda estrangeira no primeiro trimestre de 2018 acumulam R$ 180,79 bilhões (D) equivalentes a 40,5% (E) do total do estoque da dívida bruta (M).
A dívida em moeda estrangeira a CP (B) de R$ 34,40 bilhões representa 19,0% do total da dívida contraída em moeda estrangeira. O endividamento a LP de 146,39 bilhões (C) representa 81% do estoque total.
Considerando que a empresa mantém o mesmo estoque de dívida no segundo trimestre de 2018 e que o Dólar Ptax tem valorização de 12,08% (O) (até o dia 19 de maio), a dívida em moeda estrangeira das empresas que era de R$ 180,79 bilhões (D) em 31 de março passaria para R$ 203,9 bilhões (F), gerando despesa financeira de R$ 23,19 bilhões (G) devido à variação cambial. Na análise devemos considerar que a empresa não realizou nenhum tipo de cobertura cambial por algum instrumento, como por exemplo, hedge cambial e também não é considerado o hedge natural da empresa.
O lucro EBIT das 85 empresas no primeiro trimestre de 2018 é de R$ 26,93 bilhões (H), se a empresa conseguir repetir esse mesmo desempenho no segundo trimestre de 2018, a despesa financeira devido à variação cambial do segundo trimestre de 2018 de R$ 23,19 bilhões (G) representaria 86,1% (I) do lucro EBIT das empresas no primeiro trimestre de 2018.
O caixa (J) das 85 empresas da amostra no primeiro trimestre de 2018 é de R$ 129,2 bilhões, equivalente a 71,5% (L) do total da dívida em moeda estrangeira. Esta análise considera que o caixa das empresas não sofreu alteração do primeiro trimestre de 2018 até o segundo trimestre de 2018.
A relação entre o caixa (J) e a dívida de CP em moeda estrangeira (B) é de 3,76 vezes.
A dívida líquida das empresas (N) é de R$ 317,12 bilhões.

Na tabela abaixo estão as 20 empresas com maior despesa financeira gerada pela dívida em moeda estrangeira devido à valorização do dólar no segundo trimestre de 2018. Devemos lembrar que estas são as maiores entre as empresas que publicam a dívida em moeda estrangeira no plano padrão de contas da CVM.
Não fazem parte da lista das maiores empresas com divida em moeda estrangeira 71 empresas que não publicam esta informação no plano padrão de contas definido pela CVM. Entre elas encontramos a Petrobras, Vale, CSN e Gerdau entre outras.

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