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Patrimônio da indústria de fundos atinge US$ 956 bi e volta à níveis 2015

Time Economatica · · 3 min de leitura

O patrimônio da indústria de fundos no mês de agosto de 2016 atinge o valor de US$ 956 bilhões, maior valor já registrado desde janeiro de 2015. No final de 2015 o patrimônio era de US$ 718 bilhões.

Em reais a indústria de fundos atinge seu maior valor histórico em agosto de 2016 com R$ 3,07 trilhões.

Metodologia do cálculo do patrimônio da indústria de fundos = Patrimônio de todos os fundos no último dia de cada mês – valor alocado em cotas de fundos conforme carteiras disponibilizadas pelas gestora na CVM.

Abaixo gráfico com a evolução do patrimônioda indústria de fundos em reais e dólares:

 

Alocação de ativos em renda fixa

Na análise consideramos como alocação de renda fixa os títulos públicos, debêntures, operações compromissadas e depósitos a prazo e outros instrumentos de instituições financeiras. Consideramos as classificações normalizadas pela CVM e registradas nas carteiras que os gestores encaminham à CVM.

 

Outras aplicações concentram 6,52% do patrimônio da indústria de fundos

Historicamente a alocação em renda fixa na indústria de fundos é acima de 80 % do PL, no mês de agosto o percentual apresenta queda para 77,47%, mas verificamos que uma boa parte desses recursos foi classificada como o tipo de aplicação “Outras aplicações”, que no mês de agosto registra 6,52%.

Mais abaixo poderemos verificar que também existiu uma migração para depósitos a prazo e outros instrumentos de instituições financeiras:

 

Tipos de alocação de Renda fixa

No gráfico abaixo podemos verificar a evolução da alocação nos quatro instrumentos de renda fixa monitorados nas carteiras dos fundos; adicionalmente plotamos a alocação em outras aplicações, para se ter uma visão mais clara da queda do percentual da alocação em títulos públicos.

Em julho de 2016 42,06% do PL está em títulos públicos e 25,5% em operações compromissadas. Na mesma data a alocação em depósitos a prazo e outros instrumentos de instituições financeiras é de 13,15% e há 2,11% em debêntures.

No mês de agosto verificamos uma queda brusca das alocações em títulos públicos: de 42,06% em julho para 32,14% em agosto. Paralelamente verificamos que a alocação em outras aplicações tem crescimento de 1,05% para 6,52% de julho para agosto.

 

Alocação em depósitos a prazo estoura em agosto com 17% do patrimônio da indústria de fundos

Outra mudança substancial é detectada na alocação dos depósitos a prazo e outros instrumentos de instituições financeiras: de 13,15% em julho para 17% no mês de agosto.

Veja abaixo o gráfico com a evolução das alocações nos diversos tipos de aplicação em RF e também a alocação presente em outras aplicações de dezembro de 2014 até agosto de 2016:

 

 

O crescimento dos depósitos a prazo e outros investimentos de instituições financeiras se deve principalmente a uma nova classificação registrada na CVM que é de “União Federal (Tesouro Nacional)”. As posições fechadas “Não revelados” que estão dentro da normativa CVM também tiveram crescimento.

Veja abaixo as maiores variação nominais de depósitos a prazo e outros investimentos de instituições financeiras entre os meses de agosto e julho de 2016.

Lembramos que dentro das posições não reveladas podem ter alocação em algum dos ativos listados nas tabelas abaixo:

 

Renda Variável

A alocação gross de renda variável sobre patrimônio é de 5,08%, com R$ 156,2 bilhões. O cálculo da posição gross de renda variável foi efetuado da seguinte maneira: Gross RV = Ações + BDR´s + Units + Posição doada + Posição tomada.

No gráfico abaixo podemos verificar a evolução de RV na indústria de fundos:

 

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